31 de dez. de 2009
de Giovani Torres
Você
Cada um na sua toada, no seu tempo pessoal
Mesmo que não dê em nada é só seu, é especial!
Indaga da vida o sentido, dos caminhos a razão,
Quer acabar com o ruído que machuca o coração.
Vai mais longe, bem distante, nos escaninhos da mente,
Sempre firme, vai adiante, a procura do que sente.
Numa hora é filósofo, sua fala é ontologia!
Mais um pouco e é teósofo, pensa e faz teologia!
Dispõe-se a por no papel, de uma forma bem bonita,
Abre a alma: é o Leo! Meu sobrinho é um artista!
Giovani Torres
Velho lobo do mato
Quanto a mim, posso dizer que entreguei a Deus não só um avô, mas um pai, um amigasso! Fique com Deus para sempre vô!
Velho lobo do mato
Oh! Meu velho lobo do mato!
Aonde vais?
Deixas aqui a saudade
As matas e os bambuzais
Oh! Meu velho lobo do mato!
Achaste as estrelas que tanto procuravas?
Estrelas do céu (não do mar)
Que repousam sobre as matas que desbravavas
Oh! Meu velho lobo do mato!
Não mais ouvirei seus uivos sob a lua?
Velhas cantigas de amor, e sobre a dor...
Mas não sei dizer da dor que é sua...
Oh! Meu velho lobo do mato!
Aos teus conselhos não ouvirei mais.
Acaba-se, então, meu velho lobo;
Acaba-se a magia dos bambuzais
O Reverso do Lobo
23 de dez. de 2009
O Canto do Tangará
Vejo que o sol está nascendo
Ouço o belo pássaro a cantar
Sei que está amanhecendo
E que esse é o canto do Tangará.
Belas montanhas podem ser admiradas
Belas moças irão se apaixonar
Trilhas para corridas e caminhadas
Aqui, no Canto do Tangará.
Daqui se vê um belo vale
Tão belo quanto o nome do lugar
Vejo outras casas, matas e cascatas;
Ao som tranqüilo do canto do Tangará.
Sinto uma paz, uma coisa tão boa;
Quando vejo o vale iluminado pelo luar
Sentado na rede, balançando a toa;
Aqui, no Canto do Tangará.
Sinto uma saudade dessa tranqüilidade
E dos sons da mata que vêm me acalmar
Sons como o do riacho correndo
E o canto do Tangará.
Hoje eu estava por aqui;
Apreciando a beleza do lugar...
Tenho grande sorte por ver o que vi
Aqui, no Canto do Tangará.
O Reverso do Lobo
22 de dez. de 2009
Sobre o lobo
Há muito tempo eu queria criar um blog mas ainda não tinha ideia do nome.
Pensei nesse nome aí que vocês estão vendo. Que tal?
Deixe-me explicar o porquê:
O Lobo acontece (sim, acontece!) quando o poeta dentro de mim, se revolta contra si próprio e pretende externar suas dores, loucuras, pesadelos. Já o Reverso do Lobo (endereço do blog) acontece quando é um lobo bom que pretende externar felicidades, boas loucuras e boas notícias.
O próximo post já é um texto do Reverso do Lobo (vamos começar com o pé direito né?)
Divirtam-se enquanto durar o blog!
Lobo e Reverso do Lobo
